domingo, 7 de fevereiro de 2010

Presentes...



É fato!! estou mesmo na fase de “receber”!! O Universo está pra lá de generoso!
Este final de semana, por conta do show da Ana Carolina minha “irmã” veio de Brasília com sua filha e um amigo. Pra começar presentes lindos do meu professor de fotografia que me emociona sempre! Presentes lindos, bem feitos e repletos de carinho e emoção! Mas, não foram somente estes presentes que recebi! Ganhei além das presenças doces da minha irmã e de sua filhinha, conheci uma pessoa de uma alma doce, com uma energia linda, atencioso e que em questão de horas fez uma das melhores “leituras” dessa pessoinha que vos escreve!
Ele é astrólogo, mas um astrólogo diferente, assim... tem um “quê” de psicologia na coisa, tem um “quê” de ler você na íntegra, mas de uma forma doce até pra falar dos seus piores defeitos. De uma forma muito mais sentida do que lida.
Eu, que adoooro tudo e mais um pouco do que existe de místico, tratei de entregar meu “mapa astral” pra ele. Nada de muito completo, mas um resumo das minhas “casas e posições no céu”. Gente, eu achei que ele iria me dizer assim por cima um pouco de como sou...hummm... doce engano! Eu fui...descrita (essa é a palavra!) de uma forma que nem eu me conhecia. Adorei!!
A noite teve um delicioso banho de banheira com a princesa da Analu, que por sinal durou uma hora (quase viramos sapo), arrumações de mulheres e show da Ana. Tudo de bom! Estar rodeada de amigos, rindo, brincando, cantando, achando graça dos casais não tão “convencionais” assim, dos e das tietes de plantão que parecem que vão surtar ali de ver ao vivo e a cores seu ídolo; eu como nunca tive assim essa relação com ninguém famoso ainda não entendo como você pode idolatrar alguém que faz o que faz bem, mas que no fundo é gente como você, mas quem sou eu pra julgar...mas...não entendo!(risos); dançar (muito!! Adoooro); e ainda no final do show ir comer sanduíche de rua e um chazinho(eu, nê?!) ao chegar em casa. Dia perfeito, noite deliciosa!
O domingo teve “feirinha do cerrado”, almoço gostoso com mais papos deliciosos e a tão ruim despedida com gostinho de quero mais.
Querem mais?! Pior que tem!! Ao chegar na porta da minha geladeira horas depois, encontro um lindo e inesperado presente! A DO RO!!
Agora estou aqui, escutando Bublé (bem alto), escrevendo pra vocês e tendo a certeza que o Universo anda sendo bastante generoso comigo!
Um grande beijo e... texto da Marthinha....hoje é domigo!

“Os best-sellers


O fato de um livro vender muito ou pouco não desperta em mim nem curiosidade, nem desprezo
Um leitor me pergunta se a lista de livros mais vendidos influencia minhas escolhas.
Já que é tempo de férias, quando temos mais predisposição para ler, vale a pena amplificar esse assunto. O fato de um livro vender muito ou vender pouco não desperta em mim nem curiosidade, nem desprezo. Não é a lista de mais vendidos que determina as minhas escolhas, e não deveria determinar as escolhas de ninguém.
Um livro pode virar best-seller por haver uma grande fidelização ao autor, independentemente do título que ele esteja lançando. Ou então porque há um filme ou uma série de tevê inspirada no livro e isso alavanca as vendas. Ou porque o investimento em propaganda foi forte. Ou porque o livro traz um tema polêmico. Ou porque é uma obra póstuma de um autor importante. Ou porque o boca-a-boca fez sua parte. Ou, claro, porque o livro é mesmo sensacional. Enfim, há muitas razões, nem todas literárias, para um livro estar entre os mais vendidos, e não se pode esquecer que inúmeras obras excelentes nunca chegaram a vender mais do que mil exemplares, o que descredibiliza as listas como indicadores soberanos de boa leitura.
O melhor método para se escolher um livro é através da informação. Você pode até ter sabido da existência de um livro através de uma lista, mas não deve comprá-lo apenas por essa razão, a não ser que não dê valor ao seu dinheiro. Primeiro, pesquise sobre o autor, se ele lhe for estranho. Descubra seu estilo, o que ele já escreveu, que temas costuma abordar, o que já se disse sobre ele. O Google está aí para isso. Já dentro de uma livraria, pegue o livro, leia a orelha, o prefácio, um pouco do primeiro capítulo – as livrarias hoje têm poltronas e sofás pra esse fim: refestele-se. Ninguém vai obrigá-lo a efetuar a compra. Dê atenção aos suplementos culturais dos jornais. Leia a Revista Bravo, que traz tudo sobre música, teatro, cinema, artes plásticas e, claro, literatura, e assine o mais importante jornal literário do Brasil, o Rascunho. E o mais importante: escute a opinião de pessoas a quem você dá crédito. Um bom fornecedor de dicas é fundamental.
O Comer, Rezar, Amar, da Elizabeth Gilbert, achei uma delícia de leitura. Gilbert é alguma Jane Austen? Nem perto, mas o livro é agradável, divertido e caiu nas minhas mãos numa época em que a história dela me desceu bem. Por outro lado, nunca li nem vou ler A Menina que Roubava Livros, mesmo tanta gente tendo elogiado. Outro fator a ser considerado: implicância. Não deixa de ser um método de seleção também.
Ser popular não é pecado. Há os populares excelentes e os populares medíocres, assim como há os clássicos sensacionais e os clássicos chatonildos. Quem decreta isso? Sua majestade, o leitor.
Do que se conclui: leia best-sellers, leia livros malditos, leia livros que todo mundo está comentando e também aqueles de que ninguém nunca ouviu falar, leia o que alguém antenado recomendou, leia o livro que você descobriu sozinho num sebo, leia o livro cuja capa deixou você fascinado, leia o que sua professora exigiu, leia o que a sua namorada implorou pra você ler, mesmo ela sendo fã de água-com-açúcar (não custa agradar a guria, depois você dá o troco com dignidade, recomendando a ela um Rubem Fonseca), releia o que você leu 15 anos atrás e amou, releia o que você leu 15 anos atrás e odiou (se todos diziam que era genial, dê uma nova chance ao livro, talvez 15 anos atrás você não estivesse pronto para textos bombásticos), leia os livros até o fim, abandone-os no meio se forem uma xaropice, leia livros de suspense, eróticos, policiais, poemas, biografias, mas leia.
Estou no momento lendo pela primeira vez um japonês chamado Haruki Murakami, mas não comecei pelo livro certo, dois ou três amigos já me disseram que há outros títulos do autor que são bem melhores. É assim que funciona. Uma lista confiável de best friends é tudo de que se precisa.”


Martha Medeiros.

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